sábado, 4 de julho de 2009

Estações - Caroline Mendes

Estações

As flores de setembro
Desabrocham num instante
Crescem em ritmo constante
Até a morte, em dezembro!

É a primavera da vida
Que passa tão depressa.
Tão logo chega - querida,
Vai-se embora - com pressa.

É esta a fase encantada
Que nada espera; tudo passa.
E quando então, vai-se embora,
Percebemos que passou a hora:

De fazer escolhas, encontros,
Amores e até desencontros.
De viver, sonhar, crescer,
E também endoidecer!

Mas enfim vem o verão.
Flores murcham, e em vão
Tentam acordar do sono,
Que vem com o outono.

- Que é enterrado junto,
No inverno, com a neve
Num lugar bem escuro,
Sem luz, fogo e febre.

Caroline Mendes

4 comentários:

Tatá...;) disse...

vi nesse teu poema o decorrer de uma vida de alguem...fiz essa comparação.
muito bom !

:D
http://pratododia2.blogspot.com/
novo link =D

Bruno de matos disse...

Lindo!
Adoro as coisas que vocÊ escreve.Só acho que deveria dar mais espaço no blog para as tuas poesias,que são lindas!
Um grande abraço

Henriquen (geminilibre) disse...

Você é boa escritora...

Mas tem algumas "imperfeições", na minha opinião, nesse poema:

- uso de clichês: "É a primavera da vida"

- Não sei se pelo tema você deveria usar métricas perfeitas e não a seqüência: "6-8-7-6/7-6-7-6/6-8-7-8/8-8-7-7/7-6-7-5/6-6-6-5" Que me é dada pelas sílabas poéticas de cada um de seus versos. Mas tudo bem... Eu que sou chato xD.

- Além disso, você é uma boa escritora. O Poema está bom. ^^'
;). É melhor do que muito verso enlatado em músicas que se escuta por aí.

Se você se quiser qualquer dia desses e ir descer o cacete em alguma poesia minha(tá, vale dizer que eu sou mau poeta, mas não má pessoa... xD), retribuindo essa "crítica" espontânea,

Fique a vontade pra visitar:
anese.wordpress.com

Henriquen (geminilibre) disse...

Bem, obrigado por visitar meu blog, moça. xD.
Bem, aquele último verso no "Meus versos II" é proposital por uns motivos aqui:

1) Preguiça/improviso - este quem vos fala em geral demora no máximo meia hora para escrever qualquer poema de lambuja. Então, acaba que eu escrevo primeiro e penso depois.

2) Sim, eu quebrei primeiro pra usar um artifício que usava Virgílio também. Era a a repetição: "muito melhor"/ "muita rima" / "muita coisa". Eu podia ter cortado: "feita apenas pra" e assim teria um verso dentro da métrica, mas artificial, com sentido muito alterado.

3) Eu não sou escravo das rimas. Sou senhor delas. E a quebra de rimas e métricas indicam que eu tô pouco me lixando pro "poema", mas querendo retornar à poiética, ou seja, o sentido, a poesia em si. Mas isso diria qualquer crítico de esquina de botequim. E pra dizer a verdade, não escrevi isso pra que fosse interpretado assim.

4) escrevi-lo porque qui-lo. ;)

Tá... mas volte sempre menina escritora^^'. Eu odeio ler contos pois estes são enfadonhos de grandes e nunca se resolvem. Livros em geral são como novelas ou filmes: enrolados e toscos. Só tem dois gêneros que me atraem:
1) poesia
2) teatro

___
e me add no msn também, se puder.
xD
msn: henriquen@live.com
blog: anese.wordpress.com

Volte sempre!
:D