domingo, 6 de setembro de 2009

Jaula - Caroline Mendes

Jaula


Aquilo que me prende:

Isto é uma jaula.

É o que me mata

E não me compreende.


Esse querer mudar

O que já aconteceu

É tolice, bem se vê

O passado é morto, já.


Mas esta jaula escura

Me sufoca, me aperta.

Já não há mais cura


Eu não me liberto

Não há chave ou fechadura

Que me livre deste espectro.


Caroline Mendes


"Therapeute," Rene Magritte, 1941.



3 comentários:

SO.L. disse...

Teu poema é de bom gosto.

Weiss disse...

Bom gosto é simplismo.
Gostei de seu estilo.
Parece com o meu, apenas é muito mais politicamente correto.
O texto é angustiante.Você deve ser um mar profundo.

Weiss disse...

Mais um dia em que me afogo nestas palavras.
Inebriantes, eu diria.