domingo, 28 de junho de 2009
O asno e a carga de sal - Esopo
Um asno carregado de sal atravessava um rio. Um passo em falso e ei-lo dentro da água. O sal então derreteu e o asno se levantou mais leve. Ficou todo feliz. Um pouco depois, estando carregado de esponja às margens do mesmo rio, pensou que se caísse de novo ficaria mais leve e caiu de propósito nas águas. O que aconteceu? As esponjas ficaram encharcadas e, impossibilitado de se erguer, o asno morreu afogado.
Algumas pessoas são vítimas de suas próprias artimanhas.
Esopo
terça-feira, 23 de junho de 2009
Aula de Biologia

quarta-feira, 10 de junho de 2009
Amor matemático - Autor Desconhecido
Amor matemático
Um Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base…
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
“Quem és tu?” indagou ele
Com ânsia radical.
“Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa.”
E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum…
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então, que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era expúrio passou a ser Moralidade
Como aliás, em qualquer Sociedade.
Autor desconhecido
quinta-feira, 4 de junho de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
Livro - Admirável Mundo Novo

sábado, 30 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
A menina e o menino - Caroline Mendes
Meu amado leitor,
Escute com atenção:
De amor é essa história
Conto sem embromação.
Uma menina e um menino
Se encontraram no caminho
Da vida, sem explicação
Eles se conheceram
E puderam se divertir
Começaram a se amar
E a tudo dividir
Estavam apaixonados
Os dois, muito amados,
Dia e noite a sorrir.
Um dia foram à praia;
O menino a levou pro mar
Lá se molharam e se abraçaram
E ficaram a aproveitar
O sincero e belo amor,
Cheio de calor...
Estavam eles a amar.
Outro dia eles foram
Num sítio em Rancho Queimado
Estava bastante frio
Mas ninguém ficou parado.
Passearam e conversaram,
Mas também se deitaram.
Assim, o frio era espantado.
Os dois sempre faziam
Por telefone, ligações.
Era sempre à noite quando
A saudade batia nos corações.
Falavam dos acontecimentos,
Da vida e dos sentimentos,
E de amor, declarações.
Mas então chegou o dia
Que aquilo tudo mudou
A triste e crua separação,
Enfim, ela chegou.
A menina chorou, viajou,
E dele se separou.
Tudo, então, se transformou.
Mas a história não terminou,
O amor era maior que os empecilhos
Os dois continuaram a se amar,
E sobre o futuro conversar
Cheios de esperança,
Eles tinham perseverança,
De que iriam, juntos, ficar.
Esse dia ainda não chegou,
Mas o amor é paciente,
E isso há de acontecer,
Pois o sentimento não mente
Eles vão juntos ficar
E uma vida compartilhar
Com esse amor ardente.
Caroline Mendes
sábado, 23 de maio de 2009
Palavras - Caroline Mendes
As palavras agora morrem,
Parecem não mais fazer sentido
Mas a luta é constante
E cheia de perigos.
Às vezes estou do lado delas,
Noutras, estas se voltam contra mim.
Há momentos que somos amigas
E há outros que não, enfim!
É guerra estranha essa
Que eu travo com as palavras.
São malditas, temíveis, sofridas
Mas também são encantadas.
Que contradição eu digo!
Essas que me salvam
(Mas a culpa é sempre delas)
São as mesmas que me matam.
Caroline Mendes
terça-feira, 19 de maio de 2009
Medo - Caroline Mendes
Essa inquietação que agonia
Sufoca a alma receosa
Que, abalada, ruidosa,
Grita por calma, harmonia.
Esse sentimento concreto
Diante de um perigo
Deixa o coração ferido
Sem nem paz por perto.
Mas ele pode ser precioso
Se nos implica proteção.
Cuidamos do que é nosso,
Do que temos afeição.
Que é a vida, o bem amoroso
E também o nosso pão.
Caroline Mendes
sábado, 16 de maio de 2009
História Circular - F. J. Alves
"Quantos lados tem um círculo? Dois: o de dentro e o de fora".
Ele caminhava meio confuso, meio incerto do que estava realmente fazendo, bebericando uns goles de água. Alguma coisa o incomodava, lhe dando uma sensação de estranheza, mas ele não sabia definir o que poderia ser. Sua única certeza era dita pelo seu relógio digital barato: estava na hora de começar a aula. Era um pouco mais de 8h da manhã.
Lançou o copinho descartável no lixo antes de entrar na sala de aula. Entrou um pouco atrasado: 2 minutos. Encontrou seus alunos como de costume, cumprimentou a turma com um "Bom dia" corriqueiro e sem pretensão de ser respondido. Alguns alunos responderam, outros ficaram indiferentes e alguns outros continuaram meio sonolentos.
Iniciou a aula, não sentiu necessidade de fazer a chamada da turma, sabia que todos estavam lá. Começou relembrando o que tinha sido visto na aula passada. Por um instante pensou que estivesse fazendo isso pela milésima vez. Talvez fosse apenas o cançaso ou talvez fosse melhor mudar um pouco de área, ir lecionar em outra escola, outros conteúdos. Bom, agora não podia ficar parado. Continuou a aula, meio monótona, meio sem graça. Uma pitada de humor aqui ou ali para tentar despertar os mais sonolentos. Como retribuição, alguns sorrisos meio tímidos.
Ao final de uma hora de aula. Fez uma pausa. Relembrou o que estavam estudando, tentou mostrar outros exemplos para reforçar o conteúdo. Novamente, a sensação de estar se repetindo surgiu. Balançou a cabeça de leve, tentando afastar essa ideia tola e prosseguiu com a aula.
Ao final da aula, incluiu uma pequena lista de exercícios e um trabalho para entregar na semana seguinte. Definitivamente, alguma coisa não estava certa, pois agora ele se lembrava nitidamente de já ter passado essas mesmas tarefas. Mas não poderia ser, só havia essa turma com esse conteúdo específico.
Despediu-se apressadamente dos alunos. Teria apenas 10 minutos antes da próxima aula. Ao sair da sala de aula, deparou-se um homem vagamente familiar. Sentiu que deveria conversar com esse estranho. Seria algum pai de aluno? Um novo professor?
Para a surpresa do professor, foi o estranho que falou primeiro: "Aqui estamos! E sempre o mesmo assunto, não é?" O professor conseguiu verbalizar apenas um "não entendo!". O estranho foi enigmático: "Estamos sobre a borda de um círculo. O nosso caminho nos leva ao ponto de partida. Sempre que iniciamos um novo começo, esquecemos o princípio e tudo aquilo que já realizamos. Somos obrigados a repetir tudo o fizemos no ciclo anterior!". O professor tentou, em vão, arrumar as ideias na cabeça. "O que esse estranho queria dizer com tudo isso?", pensou. Antes de chegar a uma solução olhou para o relógio. Agora tinha apenas 5 minutos antes de começar a próxima aula. Sentiu sede. Olhou rapidamente para o estranho, falou: "Tenho que ir, depois conversamos". O estranho respondeu simplesmente, como se já esperasse por esta resposta: "Eu sei". A expressão geral do estranho era de calma aparente e uma certa impaciência latente.
O professor deixou o estranho e seu enigmas. Era necessário apagar da sua mente aquela conversa desprovida de sentido. Não queria que aquilo pertubasse sua próxima aula. Foi à sala dos professores, onde um grande relógio de parede decretava: são 8h! Pegou um copo descartável com água e caminhou, meio confuso em direção a sala de aula.
F. J. Alves
http://alfanumericus.blogspot.com/
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Frase
"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo concorda com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o."
Buda
sábado, 9 de maio de 2009
Dente de Leite - Caroline Mendes
Foi dormir; a fada chegou:

sexta-feira, 8 de maio de 2009
Carpe Diem - O que é?
Carpe Diem é uma frase em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzida para "colha o dia" ou "aproveite o momento". É também utilizada como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro.
Origem:
Esta expressão pode ser encontrada em "Odes" (I,, 11.8) do poeta romano Horácio (65 - 8 AC), onde se lê:
Colhe o dia (carpe diem), confia o mínimo no amanhã
Não perguntes, saber é proibido, o fim que os deuses
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia
não brinque. É melhor apenas lidar com o que se cruza no seu caminho
Se muitos invernos Júpiter te dará ou se este é o último,
que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar
Tirreno: seja sábio, beba o seu vinho e para o curto prazo
reescale as suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento
está fugindo de nós. Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã.
Na literatura
Esta idéia foi popular na poesia inglesa nos séculos XVI e XVII, por exemplo, no livro de Robert Herrick, "To the Virgins", na poesia "to Make Much of Time" (para aproveitar o tempo ao máximo), que lê:
"Gather ye rosebuds while ye may
(Colha seus botões de rosa enquanto podes)."
Também interessantes são os versos atribuídos a um poeta chinês, da dinastia Tang, conhecedor de provérbios bastante parecidos com o que escreveu Herrick:
colha a flor quando florescer; não espere até não haver mais flores, só galhos a serem quebrados.
No cinema
No filme "A Sociedade dos Poetas Mortos", O personagem de Robin Williams, Professor Keating, utiliza-a assim:
"Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? - Carpe - ouve? - Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas."
Na Música
- A banda Metallica, no seu lançamento de 1997, "Reload", apresentou a música "Carpe Diem Baby";
- A banda Dream Theater, em seu EP A Change of Seasons, presta uma homenagem à filosofia do Carpe Diem com sua música-título do disco, de 23:06 minutos, incluindo na letra trechos de falas do filme Sociedade dos Poetas Mortos;
- A banda japonesa Yellow Generation possui um CD chamado Carpe Diem,onde a música chamada "Carpe Diem/Ima,kono Shuukan wo ikiru" (Carpe Diem/Agora,vamos viver este momento). No começo do refrão, a frase usada é To the Virgins, to Make Much of Time, Inochi mijikashi, koiseyo otome) (Para as virgens, para aproveitarem o tempo, a vida é curta, portanto, se apaixonem, garotas);
- A banda francesa de rock progressivo Carpe Diem.
Texto adaptado de: "http://pt.wikipedia.org/wiki/Carpe_diem"
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Assim que vi esta imagem do Pequeno Príncipe, me lembrei da
frase "Carpe Diem". Ele aproveitou o aparecimento dos pássaros para
viajar, sem saber como poderia voltar ao seu planeta.

quinta-feira, 7 de maio de 2009
Das vantagens do pesadelo - Caroline Mendes
Como é triste, ao dormir
Sonhar, viver momentos
Que parecem tão reais,
E só trazem tormentos!
Mas façamos um balanço:
Não é apenas um estrondo
Que nos abalala a alma!
É também um avanço,
Que nos dá uma calma!
Ao acordar e ver o sol
A luzir em nossa casa,
E todo o mal virar pó,
Todo o medo ir embora,
- Não ficar mais só!...
Caroline Mendes
O pesadelo, por Henry Fonteli

segunda-feira, 4 de maio de 2009
Flores de Setembro - Caroline Mendes
As flores de setembro
Desabrocham num jardim
Enquanto eu relembro
Caroline Mendes
Pintura de Monet
