O Boi e o Anum
O Boi, durante muitos anos, tinha como companheiro o Anum. Ele alimentava-se dos carrapatos, enquanto o Boi ficava agradecido por se livrar dos parasitas.
Um dia, porém, esta amizade passou por um empecilho: os amigos do Anum precisaram sair daquele lugar, e não sabiam se poderiam voltar. Eles estavam se sentindo ameaçados porque outra espécie, a dos bem-te-vis, estava competindo com eles pelo mesmo alimento. Como a competição estava muito acirrada, o Anum, junto com seus amigos, saiu dali, em busca de uma vida mais pacífica.
O Boi ficou entristecido no começo, mas em pouco tempo fez outras amizades. O mesmo aconteceu com o Anum. Mesmo com o tempo, os dois nunca se esqueceram das alegres tardes que passaram juntos. Aquelas lembranças despertavam neles uma vontade de se encontrarem novamente.
Algum tempo depois a situação normalizou-se: as aves estrangeiras haviam voltado ao local de origem. O Boi, então, teve uma ideia: falaria com as aves que haviam ficado ali durante a competição e tentaria convencê-las a procurar seu amigo. As aves, comovidas com aquela amizade tão duradoura, resolveram ajudar.
O Boi esperou ansioso, enquanto seu amigo não voltava. As aves não mediram esforços para ver a alegria dos dois, e ao fim de algumas semanas encontraram o Anum. Quando o reencontro aconteceu, os animais fizeram uma festa.
A verdadeira amizade consegue superar as barreiras do tempo e do espaço.
Caroline Mendes
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
domingo, 28 de junho de 2009
O asno e a carga de sal - Esopo
O asno e a carga de sal
Um asno carregado de sal atravessava um rio. Um passo em falso e ei-lo dentro da água. O sal então derreteu e o asno se levantou mais leve. Ficou todo feliz. Um pouco depois, estando carregado de esponja às margens do mesmo rio, pensou que se caísse de novo ficaria mais leve e caiu de propósito nas águas. O que aconteceu? As esponjas ficaram encharcadas e, impossibilitado de se erguer, o asno morreu afogado.
Algumas pessoas são vítimas de suas próprias artimanhas.
Esopo
Um asno carregado de sal atravessava um rio. Um passo em falso e ei-lo dentro da água. O sal então derreteu e o asno se levantou mais leve. Ficou todo feliz. Um pouco depois, estando carregado de esponja às margens do mesmo rio, pensou que se caísse de novo ficaria mais leve e caiu de propósito nas águas. O que aconteceu? As esponjas ficaram encharcadas e, impossibilitado de se erguer, o asno morreu afogado.
Algumas pessoas são vítimas de suas próprias artimanhas.
Esopo
quarta-feira, 29 de abril de 2009
O cervo e o leão
Um cervo premido pela sede foi atrás de uma fonte. Ao se abeberar, viu seu reflexo na água. Ao mesmo tempo que tinha orgulho dos seus chifres que se esgalhavam, mortificava-se com as pernas finas e frágeis.Ao ver surgir um leão, parou de pensar. A perseguição começou.O cervo levou vantagem por se distanciar muito do leão, pois a força dos cervos está nas pernas e a dos leões no coração. Enquanto estava em campo aberto, o cervo manteve uma distância salvadora. Mas, ao entrar num bosque, os chifres se emaranharam nos galhos das árvores; interrompida a fuga, ele caiu nas garras do leão. Quando estava morrendo, disse a si mesmo:
- Pobre de mim! Eu achava que minhas pernas me atrapalhavam e foram elas que me salvaram; acreditava em meus chifres e eles me traíram.
Assim acontece muitas vezes, quando o perigo nos ronda. O amigo em que não acreditávamos nos salva, e aquele com que contávamos nos trai.
ESOPO
Fábulas L&PM Pocket, pág 46.
- Pobre de mim! Eu achava que minhas pernas me atrapalhavam e foram elas que me salvaram; acreditava em meus chifres e eles me traíram.
Assim acontece muitas vezes, quando o perigo nos ronda. O amigo em que não acreditávamos nos salva, e aquele com que contávamos nos trai.
ESOPO
Fábulas L&PM Pocket, pág 46.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
A raposa e as uvas - Caroline Mendes.
terça-feira, 24 de março de 2009
Ícaro - Mitologia Grega.
Na mitologia grega, Ícaro ficou muito conhecido pela sua morte por cair no Egeu quando a cera segurando suas asas artificiais derreteu.
Dédalo sabia que sua prisão era intransponível, e que Minos controlava mar e terra, sendo impossível escapar por estes meios. "Minos controla a terra e o mar", teria dito Dédalo, "mas não as regiões do ar. Tentarei este meio".
Dédalo projetou asas, juntando penas de aves de vários tamanhos, amarrando-as com fios e fixando-as com cera, para que não se descolassem. Foi moldando com as mãos e com ajuda de Ícaro, de forma que as asas se tornassem perfeitas como as das aves. Estando o trabalho pronto, o artista, agitando suas asas, se viu suspenso no ar. Equipou seu filho e o ensinou a voar. Então, antes do vôo final, advertiu seu filho de que deveriam voar a uma altura média, nem tão próximo ao Sol, para que o calor não derretesse a cera que colava as penas, nem tão baixo, para que o mar não pudesse molhá-las. Dédalo levantou voo e foi seguido por Ícaro.
Eles primeiramente se sentiram como deuses que haviam dominado o ar. Ícaro deslumbrou-se com a bela imagem do Sol e, sentindo-se atraído, voou em sua direção esquecendo-se das orientações de seu pai, talvez inebriado pela sensação de liberdade e poder. A cera de suas asas começou rapidamente a derreter e logo caiu no mar. Quando Dédalo notou que seu filho não o acompanhava mais, gritou: "Ícaro, Ícaro, onde você está?". Logo depois, viu as penas das asas de Ícaro flutuando no mar. Lamentando suas próprias habilidades, enterrou o corpo numa ilha e chamou-a de Icaria em memória a seu filho. Chegou seguro à Sicília, onde construiu um templo a Apolo, deixando suas asas como oferenda.

Ícaro era filho de Dédalo, um dos homens mais criativos e habilidosos de Atenas. Um dos maiores feitos de Dédalo foi o labirinto do palácio do rei Minos de Creta, para aprisionar o Minotauro. Por ter ajudado Ariadne, a filha de Minos a fugir com Teseu, Dédalo provocou a ira do rei que, como punição, ordenou que Dédalo e seu filho fossem jogados no labirinto.
Dédalo sabia que sua prisão era intransponível, e que Minos controlava mar e terra, sendo impossível escapar por estes meios. "Minos controla a terra e o mar", teria dito Dédalo, "mas não as regiões do ar. Tentarei este meio".
Dédalo projetou asas, juntando penas de aves de vários tamanhos, amarrando-as com fios e fixando-as com cera, para que não se descolassem. Foi moldando com as mãos e com ajuda de Ícaro, de forma que as asas se tornassem perfeitas como as das aves. Estando o trabalho pronto, o artista, agitando suas asas, se viu suspenso no ar. Equipou seu filho e o ensinou a voar. Então, antes do vôo final, advertiu seu filho de que deveriam voar a uma altura média, nem tão próximo ao Sol, para que o calor não derretesse a cera que colava as penas, nem tão baixo, para que o mar não pudesse molhá-las. Dédalo levantou voo e foi seguido por Ícaro.
Eles primeiramente se sentiram como deuses que haviam dominado o ar. Ícaro deslumbrou-se com a bela imagem do Sol e, sentindo-se atraído, voou em sua direção esquecendo-se das orientações de seu pai, talvez inebriado pela sensação de liberdade e poder. A cera de suas asas começou rapidamente a derreter e logo caiu no mar. Quando Dédalo notou que seu filho não o acompanhava mais, gritou: "Ícaro, Ícaro, onde você está?". Logo depois, viu as penas das asas de Ícaro flutuando no mar. Lamentando suas próprias habilidades, enterrou o corpo numa ilha e chamou-a de Icaria em memória a seu filho. Chegou seguro à Sicília, onde construiu um templo a Apolo, deixando suas asas como oferenda.
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A partir dessa história da mitologia grega, podemos colocá-la em nossa vida de alguma forma. Há uma frase que não me lembro da autoria, mas que diz: "Não te aproximes demais do sol, ou acabarás queimado". Esta frase está diretamente ligada à história de Ícaro. A ambição dele foi grande demais, e ele não pensou nas consequencias. Por isso o seu fim trágico. Consigo também ver perfeitamente isso na história de Victor Frankenstein, que criou um monstro - alcançou o sol - , mas não pôde controlá-lo e isso virou um enorme peso em sua vida, tirando dele todas as pessoas que amava - foi queimado. Às vezes uma pessoa pode ter uma ganância muito grande e acabar perdendo tudo.
Bem, mas essa é a minha visão... Digam o que acham disso tudo!

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