.
À meia-noite
Quando, à meia-noite, acordei de repente
Fui olhar-me no grande espelho,
Aquele, de moldura transparente.
Apurei os ouvidos e ouvi o aparelho
.
De som, tocando levemente
Uma música triste e melancólica
Só depois que pensei, entrementes,
"Quem ligou esta droga?"
.
Foi quando eu vi a janela escancarada
E ao pé da cama, um gato.
No outro lado, perto do aparelho, um controle
Que o animal deve ter pisado
.
Uma fúria meu corpo tomou
Mas permaneci calado
Isso logo passou
.
E o gato me olhou, arrebitado.
Logo depois, viu a janela e pulou,
E eu voltei a dormir, atordoado.
C. Sednem
.

Nenhum comentário:
Postar um comentário